Assim dizia a matéria do globo.com. Quero registrar que em Belém do Pará a itnernet PAROU pelo mesmo motivo.
Na sala em que trabalho estávamos ávidos por informações sobre o que causava a falta de internet, pois estávamos dependentes da itnernet para continuar nossos serviços. O que não imaginávamos é que todo esse transtorno na vida de milhões de brasileiros teria sido por conta do "rompimento de um cabo de fibra ótica", muito menos que a obra da rodovia Fernão Dias atrapalharia a vida dos moradores da cidade de Belém, há alguns (consideráveis) muitos kilômetros de distância do ocorrido. MEU DEUS, será possível que a humanidade se tornará refém da tecnologia a ponto de não ter alternativas?

Ontem, diante de tal fato, lembrei-me do filme Wall-E. Já viu? Caso ainda não tenha visto, eu indico. Nele é projetado a que ponto de dependência da máquina o homem pode chegar. Desde muitas centenas de anos a máquina vem substituindo a mão de obra humana...e o filme critica a ilusão que temos de domínio sobre ela. Em uma nave espacial, totalmente programada habitam seres humanos obesos mórbidos, que são servidos e movimentados através de robôs. Vivem nesta espécie de cápsula, pois cientistas a projetaram com o intuito de manter a espécie humana, devido a previsão de esgotamento da vida no planeta Terra. A priori era uma experiência para verificar a sobrevivência do homem fora do planeta, e uma possível expansão da habitação e do domínio do homem sobre o universo, o que acabou servindo para outra finalidade. Claro, isso se justifica se levarmos em consideração o pequeno espaço concedido por Deus aos homens, e a infinita insatisfação deles. Contudo o discurso demagógico se limita a minha primeira afirmação, garantia de perpetuação da espécie humana. E os moradores desta cápsula, ao invés de serem revoltados pela situação a que foram submetidos, são totalmente agradecidos por estarem vivos e desfrutando de toda a mordomia que a inteligência humana pode proporcionar a eles. Isso encontramos com outras vestimentas na política.
Wall-E é um robô ultrapassado dotado de sentimentos humanizados, capaz de fazer coisas para além do que foi projetado. Calma não contarei o filme todo, seria insensato demais . O importante é que ao assistir o filme você possa analisar a alienação e dependência dos humanos perante a máquina, e como ela direciona/condiciona os hábitos diários dos mesmos. Então entra o questionamento: até que ponto eu sou dependente de instrumentos tecnológicos?
Quantas horas eu gasto diariamente utilizando tecnologias?
Eu acordo todos os dias de manhã por causa do meu celular. Quando ele falha, eu falho. A que ponto nós vamos chegar?
A incerteza do futuro amedronta o presente.
E quanto ao supremo dono do dom da vida, quanto Àquele que determina o início e o fim de tudo, quantos tem ignorado o seu domínio sobre os seus e mares?
A biblía já exortava ao homem a não saber mais do que convém... a ansia por conhecimento, por domínio sobre os meios de produção e reprodução da vida na terra estão levando a um grande avanço tecnológico e ao equivalente retrocesso dos princípios humanitários.
O mundo caminha para a barbárie, e a minha esperança é no que está para além do que os olhos podem ver!!
Que Deus nos conceda graça para suportar com sabedoria e dignidade nossos dias de seres humanos.